Terça-feira, Fevereiro 07, 2006


A Mágica

Acordei, e o mesmo gosto do seu beijo perpetuava meu desespero.
Seria mais fácil se eu não te amasse, ou se acreditasses no amor. Seria delicioso passar apenas tardes ensolaradas, deitada em seus braços, enrijecendo os músculos como quem tem frio no verão.
Mas a dor de pensar em te perder é maior, e dessa dor eu sei que vem o rompimento, pois algo que eu não digo, algo que eu me lembro, mas acato, é mais uma ditadura, minha própria contra eu.
E nessa angústia desgraçada, meu medo na alvorada se extingui ao ouvir o seu suspiro. Me engano em tantas divergências, sonhando que este suspiro é sua alma e não seu sexo, imaginando que sou princesa e és meu compatriota.
Estranho...talvez.
Mas mágica do mágico é finita, grosseira, surpreendente, e para aqueles do truque de espadas muitas vezes dolorosa.
Tarde termina o espetáculo, será o nosso destino, um golpe final, uma frase fatal, um silêncio imortal, que dizia assim:
- Kazam! E eles desapareceram!


Panina Manina _ 1:53 PM _ #

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# O Circo
Circo é onde trabalha palhaço, malabarista, animais amestrados, trapezista. A vida não passa de um circo.

# Os palhaços sem futuro
Uma com 15. Outra com 16.
Alice Amundersen, a Palhaça
Subjetiva, racionalista, liberalista, sensacionalista. Infame. Infantil. Indiota. Usa a arte e as palavras como modo de escape. Não perde a piada e não perde amigos. Perde o senso lógico.
Panina Manina, a Bailarina
Sentimentalista, artista, modernista. Calada. Crescida. Usa a arte para expressar o mundo. Egocêntrica e amante. Seus romances são apenas livros encapados esquecidos de realidade. Esperançosa. Livre.


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