Sábado, Fevereiro 04, 2006
Individualismo
Conversando com o meu amigo
reparei que ele só via seu próprio umbigo.
Sei que ele não é feliz sem mim,
mas é bem melhor ser assim.
Você espera que eu te entenda.
Quem não entende não sou eu.
Luto pelo que é meu
e ainda gosto de te abraçar.
Você pode até estranhar
porque não pergunto da sua nova malha.
Pouco me importa a guerra na Somália,
meus parentes da Itália.
Ninguém quis cuidar de mim,
ninguém pagou minha conta.
Agora ninguém vai dizer que é em mim que monta.
Quando tenho fome, sou o caçador.
Não morro de amor nem de dor.
Vou pela sombra nos dias de calor.
Não temo a chuva.
Eu como a casca e o caroço da uva.
Só não conto pra ninguém
que vivo na corda bamba do malabarista
porque depois daquela conversa
eu sou a nova egoísta.
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Circo é onde trabalha palhaço, malabarista, animais amestrados, trapezista. A vida não passa de um circo.
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Uma com 15. Outra com 16.
Alice Amundersen, a Palhaça
Subjetiva, racionalista, liberalista, sensacionalista. Infame. Infantil. Indiota. Usa a arte e as palavras como modo de escape. Não perde a piada e não perde amigos. Perde o senso lógico.
Panina Manina, a Bailarina
Sentimentalista, artista, modernista. Calada. Crescida. Usa a arte para expressar o mundo. Egocêntrica e amante. Seus romances são apenas livros encapados esquecidos de realidade. Esperançosa. Livre.